Lembrando que sugestões e pedidos — álbuns recentes ou antigos — podem ser feitos lá no fórum!
Absolute First Album é, como o nome já indica, o primeiro álbum completo das meninas do T-ara — foi lançado dia 27 de Novembro, mas pasmem, ainda não ouvi direito. Mentira, ainda nem ouvi. Não me considero fã das seis e não, infelizmente não sei o nome de nenhuma, mas espero que ouvir o álbum com calma dê um upgrade no status delas na minha pequena listinha de ídolos. O T-ara debutou este ano, durante aquela avalanche de girlgroups e foi um dos (poucos) que sobreviveu à mesma — acredito que isso se dê ao fato das meninas terem colaborado com o Supernova e, felizmente, a collab deu bastante certo. Mas vamos ao álbum?
One & One abre o álbum e, confesso, achei o começo da faixa super Satisfaction — não, isso não é ruim. Super pelo contrário! A batida eletrônica entra alguns segundos depois, seguida dos vocais fortes. One & One é uma faixa extremamente club, interessante e apesar da repetição constante, acabei gostando. Um começo definitivamente forte e marcante.
처음처럼 (Like The First Time) segue com as batidas marcantes, mas apostando para um feel mais sexy. Apesar de eu achar que o instrumental sobrepõe um pouquinho as vozes de vez em quando, gostei bastante do uso da voz mais sussurrada. Tinha ouvido Like The First Time durante o Pop Koffee (propaganda!) mas não tinha ouvido inteira — fiquei mega surpresa quando a música dá uma invertida para entrar o rap! Achei a mudança super bem-vinda, dá uma diferenciada bem legal na faixa. Gostei!
A música que está sendo promovida no momento é Bo Peep Bo Peep – e, pelo nome, eu já fiquei meio do not want. Bo Peep Bo Peep, apesar do nome fofinho (e daquelas patinhas de gato das performances), tem uma batida electroclub tão pesada quando as faixas anteriores. A repetição de bo peep bo peep bo peep bo peep bo peep bo peep é extremamente irritante aos meus ouvidos, mas relevei. Gostei bastante do refrão e do bridge, mas acho que elas podiam maneirar nas vozinhas de vez em quando. Achei engraçado as vozes no começo don’t lose your temper — porque é exatamente isso que começou a acontecer comigo depois de umas 4 ouvidas.
Tic Tic Toc não mostra grandes mudanças no estilo — continuamos com batidas fortes electroclub e onomatopéias. Felizmente, em Tic Tic Toc elas não são repetidas constantemente. Achei a faixa pesada, super boa para uma noite de bate cabelo fantástica, mas nada além disso. Ouvi melhor as vozes delas, mas achei bem genérica? Vou dar uns pontos a mais pelo batidão, que sempre me conquista.
Bye Bye ainda traz nas batidas fortes as influências club, mas achei que tem um pézinho lá nos anos 80 lá no fundo, um club mais popzinho. Sendo completamente sincera, a música não me chamou atenção mesmo. Prestei atenção em tudo, menos na música. Acho que a única vez que lembrei que estava ouvindo música foi durante o minúsculo (e mal aproveitado) break do rap. Passo? Passo.
Uma mudança de estilo vem com Apple is A — mais pop, mais fofa, mais vocais, menos batidão. Sou só eu, mas ouço um sampling de música clássica ali no fundo? Se sim, ponto positivo para elas, adoro influências clássicas. No mais, é uma típica música de encher linguiça álbum: okay, ouvível, mas nada de mais. A mudança foi bem-vinda, mas ainda não me conquistou por completo. Fico em cima do muro com Apple is A, gosto nos versos e no rap, desgosto nas vozes afofinhadas do refrão.
Love is pain? Onde já ouvi isso antes… Bom, deixa para lá. Falling U é uma baladinha midtempo R&B muito boa e finalmente, a mudança me agradou 100%. Não sei, mas acho as vozes delas perfeitas para esse tipo de faixa. Suave, romântica e bem produzida, gostei bastante de Falling U. O instrumental não tem nada de inovador, mas combinou com o feel da música direitinho, então tudo bem. Uma das favoritas, acredito!
너너너 (Say Good Bye) me lembrou bastante 중독 (Addiction), do Brown Eyed Girls. Me lembrou tanto, que fui obrigada a ouvir Addiction depois para ter certeza de que eu não estava maluca. Acho que é o instrumental bem parecido, o rap e esse feel melancólico upbeat. Como eu gosto muito (amo) de Addiction, por tabela acabei gostando um pouquinho mais de Say Good Bye. O instrumental é upbeat, mas, como eu disse, há toda essa aura de nostalgia e melancolia na faixa, que me atrai horrores. O rap é fantástico, também, gostei bastante!
거짓말 (Lies) (Dance Vers.) começa extremamente épica e poderosa, achei digníssimo. Nunca tinha ouvido Lies — que, para quem não sabe, foi o debut single delas — mas achei essa dance version mega boa. Como em Say Good Bye, existe esse feel de melancolia, talvez porque a música é originalmente uma balada, mas achei fantástica. Vou soar repetitiva, mas as vozes delas fecham muito bem com esse tipo de música. O instrumental tem um quê meio old school que também me atraiu bastante.
TTL (Time To Love) é a primeira faixa em colaboração com os meninos do Supernova. O instrumental electro ganha um quê melancólico no piano e nos vocais. A colaboração foi super bem sucedida, aos meus olhos, porque as vozes melodiosas delas são super bem complementadas pelos vocais fortes e pesados deles. E quando os rappers (?) se encontram, adoro! São poucas as colaborações entre boybands e girl groups que dão certo, mas eu realmente gostei de TTL — é diferente, bem única.
거짓말 (Lies) (Slow Ver.) é, obviamente, a versão balada de Lies. Simplesmente adorei o instrumental — é super rico e elas deixam para lá um pouco os sintetizadores. Percurssão, teclado, violão são complementados pelas vozes nostálgicas das meninas de uma maneira fantástica. Essa slow version tem um feel mais quente, mais romântico, talvez, mas sem deixar o heartbreak de lado. Acho que também é uma das favoritas.
Tanto deu certo, que a colaboração entre T-ara e Supernova continuou com TTL Listen 2, a versão remasterizada da “antiga”. Ganhando novos versos e um instrumental mais influenciado pelo hip hop e pop do que TTL, TTL Listen 2 é tão boa quanto sua antecessora. Achei mais poderosa, também. Repetindo-me mais uma vez: colaboração que deu muito certo.
좋은 사람 (Good Person) corta o barato do batidão com seu piano completamente melancólico, que é complementado por violões e violinos e vozes dramáticas e cheias de tristeza. Good Person foi lançada antes do grupo ter perdido e ganhado membros, para um OST — e é exatamente isso que me lembra. Música de OST. Dramática, com aquele feel épico de balada coreana, com vocais incríveis. Fiquei meio emo depois de ouvir algumas vezes, mas foi minha deixa para ouvir TTL de novo.
놀아볼래? (Wanna Play?) fecha o álbum com o mesmo feel da música que abriu. Batida cheia de sintetizadores, um feel mais sexy durante os versos, convertendo para o electropop durante o refrão e fierce durante o rap. Curtinha, com menos de 3 minutos, achei uma ótima pedida para fechar o álbum. Nada de super inovador, mas é uma faixa divertida de ouvir e fechou muito bem.
T-ara é um grupo bem novo, mas elas mostram através de algumas das faixas — em especial Good Person — que tem talento que muito girlgroup antigo (e novo) não tem. Espero que elas saibam aproveitar o que tem melhor no futuro — Absolute First Album é um bom álbum, mas ainda bem rookie. Muito maria-vai-com-as-outras quando o assunto é estilo, mas isso é bem comum hoje em dia. Espero que elas possam achar seu próprio estilo, porque potencial elas tem.