REVIEW: Girls' Generation - SNSD



Lançamento:
01.11.2007
nota: 8,3
REVIEW por georgie

OLD SCHOOL SPECIAL! Artistas e álbuns que merecem ter uma review apesar de já terem sido lançados há algum tempinho passam por aqui! Para pedir uma review, é só ir lá no fórum :)

EU ODEIO ELAS. Calma, calma, eu não odeio, não. Em um passado não-tão-distante era normal este tipo de declaração logo de cara, mas hoje em dia isso quase não se vê mais. Não é impossível ver porque sempre tem os brasileiros que não desistem nunca — mas é bem difícil. Vou contar minha própria trajetória com o SNSD: gostei do debut, broxei com resto que veio depois — mas ouvia secretamente algumas faixas do álbum quando ninguém estava olhando — e passei a admirar as nove meninas ao assistir Factory Girls, lá em 2008. Quando o grupo debutou, a premissa era simples: nove meninas novinhas e com rostos de bonecas, cantando o melhor do pop docinho teen. Eu não esperava todo o ódio que elas iriam receber, nem do quanto elas aprenderiam e cresceriam com isso — acho que ninguém esperava. Mas a maioria de nós foi surpreendido — e convertido — por elas, da melhor maneira possível. Girls’ Generation foi lançado dia 1º de Novembro de 2007 e, até agora, é o único álbum das meninas (não por muito tempo!).

O carro-chefe do álbum é, claro, 소녀시대 (Girls’ Generation). Faixa que dá nome ao álbum também foi a primeira dele a ser promovida. Girls’ Generation é, na verdade, um remake da música de mesmo nome de Lee Seung-Chul e espelha a imagem do SNSD pré-Gee: don’t make fun of me because i’m young. O instrumental não tem nada do pop-diabetes que muita gente imagina: sintetizadores, percussão, teclados, e até guitarras fazendo uma aparição aqui e ali. Muitos elementos que estão presentes nos arranjos originais, mas foram modernizados e suavizados para combinarem com os vocais delas. Girls’ Generation é uma faixa que traz toda uma inocência de menina na letra — mas que não deixa de ser upbeat, divertida e um ótimo começo para o álbum.

Ooh-La-La! segue e é uma daquelas clássicas faixas doces, com jeito de menininha, toque leve de diabetes, revestida de uma camada de merengue com uma cereja no topo. Romântica de um jeito bobo pré-adolescente, Ooh-La-La! conta a história de princesas como Cinderella e Branca de Neve e de como meninas esperam pelo tal príncipe encantado — e, sim, tudo na faixa combina muito bem com a fofura da letra. O instrumental lembra aquelas músicas de fundo dos desenhos da Rainbow Brite (tá, ninguém vai lembrar, só os nascidos nos anos 80 que nem a tia aqui, nhénhé) e o break lá pelos 2:35 é um amorzinho. Pelas minhas reviews vocês sabem que eu não curto o fofism — mas eu acho essa música tão infinitamente Disney e não consigo não gostar.

Seguindo temos Baby Baby, que foi promovida pelas meninas também e até deu nome ao repackage de Girls’ Generation. Preciso dizer: que instrumental bom ♥ Baby Baby é uma faixa ultra romântica e suave, com um instrumental rico em instrumentos de cordas, percussão, piano e um feel mais acústico. Tudo isso é complementado por um conjunto de vozes delicadas nos versos e refrão e uma harmonizaçãozinha como apoio. Realmente combina muito bem com as fotos do repackage: cores pasteis, saias plissadas, meias 3/4, sapatilhas de bailarina.

Complete completa (ãm ãm) ainda mais esse feel meio acústico com seu instrumental igualmente rico e apaixonante, que fica mais dramático lá pelos 2:45 com o bridge, ganhando até alguns acordes de guitarra. Apesar de ser uma balada, tem seu lado romântico complementado com os violinos e violões fantásticos, bem como com o sentimento passado pelos vocais das meninas. Uma menção honrosa para Jessica e Taeyeon, que estão ótimas no bridge. Eu diria que Complete não é fofa, mas não perde essa inocência que revestia as meninas nessa época. É amor, gente.

Quem não conhece Kissing You provavelmente vive embaixo de uma pedrinha linda (pedra esta que foi citada durante a review de MIROTIC). Pop-diabetes é com Kissing You — mas diferente do pop com o qual estamos (mal) acostumados no momento. O instrumental, mais uma vez, é ótimo e rico de instrumentos e não as batidas adocicas digitais dos ~tempos modernos~. E devo atribuir a doçura ao MV e aos pirulitos, porque Kissing You na verdade não é nada mais nada menos que uma faixa upbeat, adorável e fácil de ouvir e de gostar — ou pelo menos achar bonitinha. When i kiss you while closing my eyes, my cheeks turn red. Vai, é fofinho. Não resita.

Maior revelação do momento: minha música favorita do álbum (depois de Into The New World) é Merry-Go-Round. Sim, eu admito. Era essa que eu ouvia secretamente. Gosto muito, muito do instrumental com seus violinos e percussão e o que a música me passa é um feel nostálgico e romântico de um dia feliz (no parque de diversões?). Acho ela tão simples e completa ao mesmo tempo, tão absurdamente querida de ouvir, não consigo desgostar. Favorita não só do álbum, como entra também na minha lista de favoritas ever do grupo.

Nunca gostei muito de Tears, infelizmente. Baladinha mais puxada para o melancólico, com um instrumental bastante pesado e dramático fantástico — tinha tudo para dar certo na minha opinião. Mas acho os vocais ruins de ouvir e desisto na metade — as notas altas ficaram meio amadoras e forçadas em alguns momentos, além de me dar uma impressão eterna que de todas estão com o nariz entupido. Além do mais, ela acaba subitamente e isso me irrita. Eu pulo.

Tinkerbell. Tinkerbell. T.i.n.k.erbell (me irritei na metade). Existem duas únicas razões pelas quais eu não consigo desgostar dessa música nem um pouquinho sequer: o nome e a letra. Primeiro que qualquer coisa que leva elementos Disney já me conquista por tabela. Segundo que: quando a bruxa do mundo de gelo dos contos de fada soprar ventos gelados contra nós um dia, me prometa, nós podemos passar por ele juntos. Vai dizer que a letra não é uma graça? Acho Tinkerbell uma daquelas músicas para os eternos românticos (e quando digo românticos, me refiro ao romantismo e não à estar apaixonado, okay) e sonhadores, com sua própria fonte de magia e brilho. Seu instrumental é fantástico, levando pianos, violões, guitarras aqui e ali, violinos e uma percussão leve que ganha dramaticidade quando necessário. É um amor, do começo ao fim.

7989 é um dueto entre Kangta — do extinto H.O.T. — e Taeyeon, a vocal mais forte do grupo. Totalmente acústica, complementeda com um piano para dar um feel mais quente, é uma faixa bem agradável de ouvir. Infelizmente, é só isso que penso dela. Agradável. Música fundo de bar chique no Leblon nas novelas do Manoel Carlos. Tá, exagerei. Gosto bastante do solo de violão suuuper bom de ouvir que entra lá pelo 2:35 e achei que as vozes se ‘encontraram’ e se complementaram bem. Não é uma favorita ou algo que eu iria ouvir para sempre, mas é okay.

Quando falei que Merry-Go-Round era minha favorita, tinha esquecido de Honey (소원 / Perfect for You). Ouvi pela primeira vez a faixa quando foi lançada no single de Into the New World e já de cara gostei. O destaque que o violão ganha por cima do instrumental durante os versos dá um ar bem único e distinto à faixa e é uma das coisas que mais gosto sobre ela. Eu diria que Honey é a versão inocente de Genie/Tell Me Your Wish. Tell me your wish, I’ll make it come true for you fala a letra, mas de uma forma mais menina, mais fofa, bem menos fierce que Genie. Eu gosto bastante.

E encerrando o álbum temos a música de debut das meninas, 다시 만난 세계 (Into the new world). É uma das minhas favoritas delas até hoje (apesar de eu gostar mais da versão remix do single). É uma música que passa força, passa esperança, e que sempre há alguém pensando em nós em algum lugar do mundo — é a típica música auto-ajuda e eu acho fantástica. O instrumental deixa a desejar um pouco (mas ganha uma upgrade na versão remix), com nada que realmente me chame atenção a não ser o piano aqui e ali. Contudo, acredito que a música contém a mais pura essência das 9 meninas e uma mensagem que elas mesmo seguiram à risca: em face dos problemas, nunca desista.

Os ‘novos fãs’ talvez não gostem de Girls’ Generation por ele ser extremamente diferente de Gee e especialmente de Genie. Mas as meninas debutaram com uma imagem de inocência que este álbum espelha extremamente bem e eu, como ‘nova fã’, aprendi a admirar e gostar. É um album ridiculamente bem produzido, com instrumentais maravilhosos, bem diferentes e bem mais acolhedores do que os sintetizadores e as batidas completamente digitais de agora. Tem uma graça infantil e uma suavidade que não deixa o doce ser diabético demais. É doce? É. É enjoado? Não. Pelo contrário. Girls’ Generation é bastante único, uma vez que é muito difícil acontecer um retorno à esse estilo — principalmente porque todas elas cresceram e não faria sentido dançarem com pirulitos ainda — por isso gosto bastante desse álbum. Não é o melhor álbum já feito ou o mais inovador de todos, aliás é bem simples e não ousa quase nada, mas são as raízes e a base do SNSD, foi o álbum que elas promoveram entre ódio de uns e os black oceans de outros, e é, de qualquer jeito, o álbum que moldou e preparou elas para o que elas são hoje.

9 + 8 + 8 + 8,5 + 8 + 9 + 6 + 9 + 7 + 9 + 10 = 91,5 / 11 = 8,3
O KBOX É UM FÃ-SITE SEM FINS LUCRATIVOS QUE EXISTE PARA DIVULGAR O POP COREANO (K-POP) NO BRASIL.
O SITE, O LAYOUT E O LOGO SÃO EXCLUSIVOS E NÃO DEVEM SER REDISTRIBUIDOS.
KBOX ©2009-2010
ONLINE: 22
VISITAS: 1.093.451