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Ok, primeiro, vamos à recomendação: LUCIFER é só um nome — como o meu é Georgia, o dela é Ana, o do Eriol é Guilherme e o da fulaninha é fulaninha. Estamos combinados? Que bom. LUCIFER, então, é o segundo álbum completo do SHINee e marca o comeback dos meninos em 2010. Esperadíssimo — principalmente depois do teaser, que deixou todo mundo aloca total — estou com as expectativas lá nas nuvens. Espero que seja bom — não que eu duvide de Lucifer, jamais. Hehe.
Up and Down abre o álbum com as frases repetidas do refrão e uma melodia bem infantil de xilofone, que ganha uma batida club alguns segundos depois e perde a infantilidade. Up and Down parece meio confusa na primeira ouvida, mas é na realidade bem interessante de ouvir. Tem vários elementos diferentes, o xilofone, as batidas club, um quê mais romântico-meloso nos versos que antecedem o refrão, um rap fierce… Não sei, mas é fácil de gostar. É muito, mas muito SHINee. É como se pegassem a personalidade dos cinco e jogassem na faixa. Contudo, confesso, fica um pouquinho-inho irritante depois de umas 10 ouvidas.
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LUCIFER já é outra história. Com um instrumental bem sintético, um feel de final dos anos 80 bem lá no fundo só dando o diferencial, é aquele tipo de música que fica na cabeça para todo o sempre e mais um pouquinho. Your charm that I can’t reject is Lucifer, eles cantam durante os quase 4 minutos de música; amor obsessivo a ponto de não conseguir escapar, respirar, estar preso entre o Céu e o Inferno. Gosto de perceber esses sentimentos no feeling geral da música — não é uma faixa melancólica, mas sim mega upbeat, agressiva, obscura e com seu quê de desespero nos versos rápido. LUCIFER é fantástica. Prevejo Deus e todo o mundo ouvindo enlouquecidamente.
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Já Electric Heart desce um poquinho para uma aura mais acústica que me lembra bastante o feel de Girlfriend, mas mais midtempo. Electric Heart é extremamente sexy. Guitarras, violão, palmas lá no fundo, percussão, o instrumental é muito bom e fluido. Se você já se achava um pedobear antes, prepare-se. Electric Heart simplesmente vaza sensualidade e yumyum. Se você me entende. Favoritíssima, fácil, fácil.
Com uma melodia bem fofa de piano que lidera os sintetizadores, A-Yo é mega R&B-zinha upbeat e, no seu geral, uma graça de música. Apesar de suas batidas no instrumental, A-Yo é super leve. Flui muito bem, não é enjoativa no topo de seus 4 minutos e 30 segundos — aliás, muito pelo o contrário. Fácil de ouvir, mais fácil ainda de gostar, A-Yo é perfeitinha. Simples assim.
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욕 (慾) (Obsession) é obscuríssima tanto em sua aura geral quanto no instrumental. Muito bem produzida, tem aquele gostinho de música ocidental. É uma faixa desesperada, que combina perfeitamente com seu nome — melancólica, sinistra, agressiva, suja e por aí vai. O clímax é obviamente o rap que termina fenomenalmente em um solo de guitarra e, nesta altura do campeonato, eu já vendi minha alma para SHINee. Podem levar.
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É com acapella e o lamento de um piano que 화살 (Quasimodo) abre. Quasimodo, para quem não sabe, é um personagem literário cujo corpo é deformado e, mais tarde na história, acaba se apaixonando por uma cigana. Se esta descrição influencia ou faz algum sentido na música, não sei. Mas Quasimodo é levemente melancólica, apesar de ter seu fundo romântico. O instrumental é amor, com violão, piano, percussão e os violinos que não podem faltar. É uma balada mais midtempo bastante bonita. Ficaria linda live.
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Por um segundo achei que tinha aberto Donkey Kong aqui sem querer, mas na realidade era 악 (Shout Out). Uma coisa meio uga-uga-Tarzan (…isso fez algum sentido?) flui através de Shout Out cujas batidas de homem da selva são complementadas pela melodia dos sintetizadores. Agressiva como um bom ser primitivo, Shout Out é estranhíssima e levemente perturbadora. Mas quer saber? Curti. O final com a tempestade e os uivos (latidos?) de um lobo (cachorro?) adicionam mais fogo para a fogueira de what-the-hell que se construiu em volta da faixa. Confesso, adoro aquele semi-rugido-grunhido lá pelos 2:16. Que música maluca. É muito boa. Nem sei.
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WOWOWOW vem para acalmar os espirítos animalescos com seu instrumental bizarrinho de pseudo-videogame e aura fofa e bonitinha. Românticazinha, colorida e leve, adoro quando ouço uma guitarrinha ou um piano aqui e ali no meio de todos aqueles sintetizadores que lideram os arranjos. WOWOWOW é um dia de sol muito brilhante, com muito picolé de morango e eterna sensação de felicidade ♥ Sem mais.
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Mais uma vez o acapella dá o ar da graça em Your Name. Acústica perfeita com tudo o que tem direito; violão, percussão, baixo, piano e os vocais limpos e fluidos através da faixa. Apesar de passar essa leve sensação de música de restaurante da moda de vez em quando, Your Name é bem agradável. O que eu mais gosto são as harmonizações dos versos, com certeza. Uma graça, anti-enjôo (sério, ouvi 500 vezes já), romântica…. Impossível não gostar, sinto muito.
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Para quem estava torcendo por uma daquelas baladas clássicas coreanas, Life vem ao socorro dos corações aflitos. Extremamente simplória no seu instrumental durante mais ou menos 2 minutos de música — percussão levíssima, violão e piano liderando os arranjos principais, ganha um complemente com arranjos mais dramáticos e violinos que dão ênfase ao romantismo e fluidez da faixa. Nada de melancolismo aqui, Life é dos corações apaixonados. É linda. Mesmo.
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Ready Or Not é rapidíssima, com seu batidão sintético e aura leve de música dos anos 90 quando no refrão, tem sua aura sexy e, no verso que antecedem o refrão, ganha uma coisa mais sinistra. Acho muito anos 90-encontra-2010. Isso aqui é anos 90, para os perdidos no espaço e tempo. E isso não é ruim, não. Eu amo os anos 90 e, por uma consequência óbvia, amei Ready Or Not.
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My love is pain… Coreanos e suas frases-prontas de inglês. Enfim. Love Pain é dolorosa de ouvir. Não porque é ruim, mas sim porque passa exatamente o sentimento de dor de amor. Apesar de eu presumir que a letra seja mais para o lado romântico, onde a dor é uma dor boa, Love Pain ainda tem aquela aura básica nostálgica. Chega a ser sexy em alguns versos, até. Midtempo, os arranjos não trazem super diferença de mais ou menos o resto do álbum. Gostei, mas achei meio… fraca. Não prestei taaaaanta atenção nela, só. ![]()
Se vocês lembram e gostam de Love Should Go On — sabe, do primeiro mini, lá em Replay? — provavelmente vão gostar de como 사.계.후 (Love Still Goes On) soa. Achei uma boa pedida para o encerramento do álbum, visto que encerrava também o primeiro mini do grupo (teoricamente, ainda tinha aquele remix de Replay, mas daí nem conta nhénhé). Rito de passagem, achei interessante. Enfim. É quase um remake da faixa já comentada, mas mais madura, mais upbeat e melhor produzida, na minha opinião. Claro, letra e feeling são diferentes. O amor continua, desde os tempos de Replay. Entendeu? Minha parte favorita com certeza é o rap e o verso que vem logo depois ♥ Gostei muito de Love Still Goes On. Só acho que o refrão é meio chatinho. ![]()
Preciso reafirmar meu amor por este álbum depois que você já leu essa lista imensurável de adjetivos? Não, né. Melhor lançamento do SHINee até hoje, um dos melhores lançamentos de 2010 até agora se não o melhor. E não, eu não sou fã enlouquecida de SHINee. Só estou comentando o óbvio.
