2009, Year of Us é o terceiro mini do SHINee e traz um concept totalmente diferente para os meninos. Roupinhas coloridas? Foram esquecidas. Noona you’re so pretty? Meh, passado. Pegue o SHINee e os mude 360°. O resultado? O melhor mini — não, risca isso — o melhor lançamento deles desde Replay (a música, não o mini).
Y.O.U abre o mini. O instrumental me lembrou uma coisa meio One Republic encontra Eros Ramazotti — nostálgico, melancólico, com uns toques de R&B aqui e ali. Madura, consistente, extremamente bem produzida, a música é incrivelmente boa. Não tenho muito o que dizer, de tanto que gostei. Nem precisei ouvir mais de 30 segundos para saber que seria uma das favoritas.
A SM descreve Ring Ding Dong como uma música eletrônica com influências africanas — momento de pausa para o enorme WTH, claro. A música é completamente maluca, uma mistureba de coisas completamente aleatórias e diferentes. Ouve-se batuques, auto-tune, so elastic, ring ding ding (telefone, oi?), batida sintética, rap, COLACOLACOLA (sim, eu sei que é rocka, mas não é minha culpa que ouço cola, oras) influências do hip-hop… e eu poderia continuar e adicionar mais a essa lista de maluquices (minha mãe ouviu até funk no meio, nem sei). Sabe aquelas batidas que o povo faz e enfia mil e um ingredientes e tu pensa: isso não vai dar certo, galere — mas daí tu toma e aquela coisa cor-de-burro-quando-foge é simplesmente a melhor coisa que você já experimentou? Só assim para descrever Ring Ding Dong. A descrição da música tinha que ser tão wth quanto a música, gente. Nas palavras do próprio SHINee, Ring Ding Dong é SO FANTASTIC (e elastic deve ser também, vai saber). E eu nem sou fã, hein. Haters to the left, Ring Ding Dong é uma das melhores músicas do ano para mim.
JoJo é uma faixa docinha/popzinha midtempo que, apesar de eu gostar na medida do possível, achei fraquinha para seguir Ring Ding Dong. O contraste faz a música parecer muito mais fraca do que é. Tem uma coisa meio anos 90 nela que não sei explicar. Infelizmente, não me prendeu tanto quanto as duas primeiras. Achei meio soundtrack de novela demais, sabe?
Por outro lado, acho que Get Down podia ter seguido Ring Ding Dong na ordem das faixas tranquilamente. Promovida como a batalha entre a diva, digo, the cool cat (miau!) Key e Minho, Get Down é uma faixa agressiva, extremamente urbana e super influenciada por batidas hip-hop. Os vocais femininos são de Luna, companheira de agência e lead singer do f(x) — gostei do featuring, deu um balanço legal, apesar de mal ouvirmos ela. Me lembra vagamente Secret Game, do último álbum japonês do DBSK quando se trata da vibe da música. Favorita também!
A narcisista (brincadeirinha!) SHINee Girl não me atraiu tanto. Provavelmente porque fica no mesmo patamar de JoJo — vem logo depois de uma música que eu gostei muito e, por consequência (e por ser diferente da anterior), me parece bem mais fraca. Tem uma coisa meio videogame no instrumental mais para o final e achei a faixa meio confusa. Não fui muito com a cara, infelizmente.
내가 사랑했던 이름 (The Name I Loved) é o solo do líder Onew. Suave, romântica com um toque de nostalgia, instrumental levinho de piano e violões acompanhando, a faixa é bem bonita — mas também não me chama atenção. Existe uma coisa na voz dele que não me atrai mesmo. Me parece meio… indiferente, meio casual assim. Os fãs das baladinhas vão gostar.
Ring Ding Dong, Y.O.U e Get Down total fazem o mini ser o que é – para mim, o resto são só aquelas lembrançinhas que tu larga em algum lugar e esquece (estou influenciada por descrições malucas a la Ring Ding Dong). Porém, contudo, todavia acho que a grande maioria vai gostar bastante de todas as músicas — todas são gostáveis, eu que sou chata para mais de metro haha — e isso faz deste mini um dos melhores do SHINee. Ring Ding Dong é fantástica e até quem não é fã tem que admitir que a música destrói. Por mim, eles ficavam assim para sempre — mas se for para ver outra mudança brusca que produza músicas tipo (ou melhores!) às 3 já citadas, será muito mais do que bem-vinda.