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Moving in Secret é o primeiro álbum completo do Secret, lançado no último dia 18. Depois de ‘se encontrarem’ no retrô com Shy Boy e posteriormente Starlight Moonlight, as meninas tentam algo um pouquinho diferente (mas nem tanto) com esse álbum.

사랑은 MOVE (Love Is Move) abre o álbum com seu ritmo bastante contagiante e upbeat. Se as meninas estavam tentando deixar o retrô para trás, acho que não foram tão felizes assim (ainda bem!). Love Is Move me lembra uma releitura moderninha de Let’s Twist Again misturada com alguma música pop-chiclete dos anos 2000. Aliás, não parece que elas meio que dançam um twist modificado no MV? Ó, os anos 60. Com um acompanhamento de guitarras a la Surfin’ USA dos Beach Boys, Love Is Move é rica em arranjos que misturam o retrô com o moderno super bem. Viciante até dizer chega.

O retrô continua com 섹시하게 (Sexy) que não tem muito de sexy, não. Com um quê até mesmo fofo, Sexy é um pouco menos upbeat que sua antecessora e traz um estilo remanescente do mini Starlight Moonlight. E apesar de imediatamente gostar da faixa, existem vários elementos que eu julguei um pouco bagunçados – como a introdução e os pequenos versos de guitarras e rap. A música poderia fluir melhor sem eles, mas são elementos que não estragam a faixa no geral, ainda bem. Gosto bastante do instrumental, que é menos sintetizado do que Love Is Move. Sexy é querida, no final das contas.

웃지 좀 마 (Don’t Laugh) sai um pouco do campo do upbeat para um pop acústico mais mid-tempo, com um toque de R&B lá no fundo. O rap me surpreendeu – eu não sou muito fã do rap da Zinger, mas ficou extremamente maduro e cheio de sentimento em Don’t Laugh, funcionando muito bem com a música. Os vocais estão impecáveis e as meninas harmonizam graciosamente através dos quase quatro minutos de música. Uma das melhores do álbum, com certeza.

Movie Star volta para o retrô, com uma influência forte do jazz e do tempo que Hollywood ainda via suas estrelas em preto e branco. Quem produziu essa música fez um ótimo trabalho harmonizando arranjos, letra, vozes e até o nome da faixa. Contando a história de estrelas de cinema que são tristes por trás das câmeras, Movie Star é uma faixa extremamente bem construída. Ela faz sentido de todos os ângulos que a analisamos e, apesar disso poder ser um pouco perigoso (pode cair na breguice!), as meninas levam a música com feminilidade e graça. Favoritíssima.

Como eu já disse antes, não sou (era?) a maior fã dos raps da Zinger, principalmente pelo fato das title tracks do Secret não darem muita chance para ela sair do rap-fofo-feminino. Mas Amazinger mudou minha opinião! Faixa poderosíssima de hip-hop, com um pé lá no old school, com raps que fluem extremamente bem através dos minutos – fiquei espantada com o quanto gostei. Basicamente impossível ouvir sem balançar a cabeça de acordo com o ritmo. Zinger definitivamente sabe o que faz. O estilo dela me lembra um pouco os raps de Foxy Brown. Não é uma música que todo mundo iria gostar, mas é difícil não deixar se levar pela batida e os hey oh hey oh.

Together é aquela baladinha adocicada para corações românticos, envolvida no R&B e na melodia lindíssima do piano. Uma das coisas que eu gosto nos vocais do Secret é que eles parecem se adaptar muito bem à vários estilos de música. Em Together, por exemplo, eles estão mais doces, mais românticos. O ouvinte consegue sentir através dos vocais e do clima geral da música a mensagem que ela quer passar, mesmo sem entender. É uma graça.

바래 (Hope) é um pop clássico, com alguns acompanhamentos acústicos bonitos em seus arranjos, com uma vibe um tanto quanto melancólica. Seu ritmo é puxado para o upbeat, mas nos vocais sentimos a nostalgia presente na letra da música. Contudo, apesar de ser bonita, depois de alguns minutos em repeat, comecei a ficar entediada com ela. Achei com cara de filler.

Bastard começou e eu imediatamente me lembrei dos primeiros segundos de Poker Face misturado com alguma coisa que 4minute lançaria. Isso não significa, de forma alguma, que Bastard é ruim ou parecida com lançamentos de outros artistas. Os arranjos são bem ricos e misturam instrumentos com sintetizadores, construindo um pop moderninho e intenso. Bastard passa uma ideia de girl power, quase agressiva nos vocais fortes das meninas, e é aquela música do gênero “nós não precisamos de homens, um beijo“.

Neverland fecha o álbum com uma melodia doce e romântica, e eu fiquei um pouco surpresa com o quanto Neverland flue bem. Ela simplesmente vai, sem esforço algum e poderia ficar facilmente em repeat por muito tempo. Não cansa, não enjoa. É um pop fofo, de menina mesmo, que encerra o álbum com elegância e chave de ouro.

10 + 8 + 10 + 10 + 10 + 8,5 + 7 + 9,5 + 9 = 82 / 9 = 9,1