ATENÇÃO: a partir deste review as notas serão dadas de forma diferente e mais justa. Cada faixa vai receber uma nota de 1 a 10, que então serão somadas e divididas pelo número de faixas do álbum. Isso será feito para evitar comentários que recebemos de que estou sendo biased em relação a alguns artistas. Álbuns que já fiz review vão ser revistos no futuro e novas notas serão dadas. Sugestões, críticas e reações violentas: pungseon@live.com — responderei o mais rápido que puder.

Bada, para quem não conhece, teve seu ‘pico’ de sucesso enquanto ainda estava no S.E.S – girlband da SM Entertainment que praticamente marcou era junto com Fin.K.L e Baby V.O.X – elas eram até chamadas de ‘a versão feminina do H.O.T’. Déjà vu? SM continua a mesma até hoje. Apesar do sucesso moderado que teve com seus lançamentos solo, Bada traz mais um álbum – seu primeiro desde Made In Sea, lançado em 2006 e o 4° de sua carreira.

Look at the Sea abre com uma intro de mesmo nome com uma melodia doce de piano, cheia de nostalgia e vocais suaves que não cantam mais nada do que ‘lalala’. Apesar da intro ser bem bonita, ela ficou meio perdida, visto que a próxima música não é uma melodia doce de piano, e sim uma faixa mais dançante.

A faixa dançante que segue é Yes I’m In Love, que tem participação de Taecyeon, do 2PM – moço requisitado hoje em dia. Gostei bastante da faixa, totalmente dançante, com toques de anos 90 nas batidas sintéticas e o rap de Taecyeon dá um quê a mais, sempre. É uma música poderosa, com batidas fortes, com certeza uma das minhas favoritas do álbum.

MAD (ft. Untouchable) teria me irritado muito se Untouchable não tivesse entrado com o rap depois daquele começinho sintético de videogame. Depois de ouvir umas três vezes a música, aprendi a gostar – mas ainda acho a música bastante ‘infantil’, meio ‘fraquinha’ demais para uma veterana do porte de Bada. Mesmo assim, me vi repetindo ‘I’m so mad~’ para sempre depois de ouvir. Queria ter ouvido mais de Untouchable mesmo, mas graças a Deus eles aparecem na hora certa para evitar que eu passe a música. No geral, irrita no começo, mas é completamente viciante depois. Vai saber.

여자는 울고 (Crying Woman) segue e, pelo nome, você já adivinha que o que vem é balada. O instrumental é lindo, piano, percussão, violões – dão um toque bem ‘dor-no-coração’ para a música. O instrumental ainda é complementado pela voz suave de Bada, que faz da faixa dolorosamente bonita. Gostei bastante.

Dilemma segue no estilo sintético/videogame para o instrumental. É completamente fofinha – e isso é meio estranho, porque Bada tem quase 30 anos. Não que idade importe, mas acredito que ela poderia fazer uma coisa bem mais poderosa do que músicas fofinhas – já temos bastante representantes do ‘fofismo’ (inventei!) no kpop. Mas apesar disso, como toda a faixa fofinha, você acaba gostando um pouquinho (ou bastante) lá no fundo.

Quando vi o nome de Dance Mission, achei que seria uma faixa super fui-para-a-balada-tchau, mas fiquei levemente decepcionada. Mais música de videogame, sério? A faixa é super divertidinha no geral, mas eu já meio que cansei da vozinha e dos instrumentais sintéticos.

E depois do videogame, volta a balada. 오후의 산책 (Afternoon Walk) segue a mesma linha de Crying Woman – mas não é tão dolorosa de ouvir. É mais para o lado romântico, com umas batidinhas quase midtempo (mas não tanto). Gosto bastante das harmonias aqui e ali e da guitarrinha que entra lá pelos 2 minutos e pouco de música. É bonita mesmo e a voz de Bada não podia estar melhor.

Honey Honey nos tira do clima de romantismo com batidas fortes e vocais – finalmente! – não tão fininhos. Ainda está muito ‘amadora’ para alguém como Bada, mas não posso deixar de achar a música completamente adorável. O refrão tem uma coisa meio anos 50, com os ‘oh honey honey honey, oh my honey’, nem sei (sério, imaginei aquelas lanchonetes e as menininhas de saia e tênis tomando milkshake que nem nos filmes). Adorei, coisa mais querida do mundo.

Generation Next tem um super feel anos 70 com essa coisa de ‘generation next’ (lembrei de uma publicidade da Pepsi até — sabe, aquela com as Spice Girls!), mas a batida é pseudo-atualzinha. Não é uma faixa ruim, mas não gostei muito. Não sei por que. Simplesmente não me pegou tanto quanto as outras.

웃어라, 캔디야 (Smily, Candy) começa com um instrumental de violinos SUPER bonitos para seguir com apenas um violão e a voz de Bada durante o primeiro verso e aí eu já estava completamente in love com a faixa. Não sou uma pessoa de baladas (apesar de depois de começar a fazer reviews, venho gostando mais), mas essa é linda. Os violinos, o violão, depois o solo de guitarra mais para a frente. É dolorosamente (como sempre) linda. Vou precisar catar a tradução da música, porque não consigo entender o nome da faixa – mas, mesmo assim, vale a pena escutar. Uma das preferidas, com certeza.

Voltando para o mundo estranho de videogame-encontra-anos-50, temos Reach Out. Sério, trilha sonora para filme que se passa nos anos 50 com James Dean no papel principal. Okay, exagero. Também não é uma faixa que me chamou muita atenção, visto que todas as outras músicas já eram meio sintéticas demais. Achei meio passável – mas vale a pena ouvir pela voz da Bada, que está super forte, diferente das outras músicas parecidas com essa.

MAD (Special Rap Vers.) é obviamente a mesma música que antes, só que tem – felizmente!! – mais rap. Untouchable total roubam o spotlight, desculpa Bada. Gostei o dobro dessa versão do que da original. Para quem não foi muito com a cara da original, vale a pena ouvir essa – é ótima.

Bada sempre gostou dessa coisa meio sintética, pelo o que lembro das principais músicas dela, então o álbum não ficou totalmente estranho para os fãs como pode ter ficado para mim. Apesar do excesso de instrumentais a la Super Mario World, achei o álbum bem decente. As baladas salvam da monotonia que pode ser ouvir as batidinhas sintéticas iguais e Yes I’m In Love é uma ÓTIMA faixa. Esperava mais diversidade, mas não é um álbum ruim. Os fãs vão curtir (e os nãos-fãs vão curtir Yes I’m Love).

7,5 + 10 + 8,5 + 8,5 + 6 + 4,5 + 8,5 + 9 + 3,5 + 9,5 + 5,5 + 9,5 = 90,5 / 12 = 7,5