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Parece que foi há milhões de anos que Hyori lançou seu último álbum e que notícias do 4º álbum começaram a sair. Foi melhor esperar sentada mesmo, porque demorou. Felizmente, demorou mas saiu! H-Logic vazou dois dias antes de sua estréia, e eu já estou roendo as unhas para saber se o álbum chegou à perfeição que Hyori tanto buscou. A sex symbol coreana nunca passou despercebida — 10 Minutes, Get Ya, Toc Toc Toc, U-Go-Girl, entre outros singles passados, todos receberam enorme carinho do público. Entre acusações de plágio, comebacks e até escândalos, Hyori é com certeza uma das mulheres mais poderosas da Coreia; em todos os sentidos!

H-Logic abre com a ótima I’m Back. Fortes influências do hip-hop, I’m Back flui muitíssimo bem com suas batidinhas e instrumental sintético, complementando os raps e os versos de Hyori. Como carro-chefe, fechou muito bem. Uma coisa meio ‘oi, estou de volta para arrasar, desculpa’, bem Hyori! É realmente uma faixa introdutória, apesar de ter seus 3 minutos e pouco e traz um pouco da essência mais antiga de Hyori.

Love Sign — que tem um featuring de SangChu do Mighty Mouth — tem um feel bastante sexy e misterioso, com suas guitarras, sintetizadores e batida seca. O rap ficou especialmente fantástico. De forma simples e resumida: Love Sign exala sensualidade. E não de um jeito escrachado, não! Elegantemente sexy, claro.

E então seguimos com Chitty Chitty Bang Bang (feat. Ceejay of Freshboyz), faixa que está sendo promovida nos palcos dos programas semanais. Upbeatíssima, divertida de ouvir, cheia de girlpower e um pé lá no hip-hop, Chitty Chitty Bang Bang foi uma ótima escolha para single. É fácil de seguir, fácil de gostar e, é, gruda na cabeça. Mais uma vez, o rap aparece super dando um plus para a faixa. CCBB (preguiça, gente!) é agressiva e total girls on top. Fantástica!

Já mudando um pouco a vibe do álbum, temos o violão bem acústico e a batida R&B de Feel The Same. Nunca achei Hyori a melhor cantora do mundo, portanto baladinhas com ela é meio doloroso de ouvir, mas achei que Feel The Same fluiu “okay” no quesito vocal. Meio doloroso de ouvir de vez em quando, mas a voz de Hyori tem um quê sexy que é interessante de ouvir. Não é a melhor faixa que eu já ouvi dela, mas é ok. Enxe-álbum, mesmo.

Para quem já ouviu Cookie Couture com certeza vai reconhecer Bring It Back. Uma palavra para definir? PODEROSíSSIMA. Dos raps de Bekha (After School) e JiYoon (4minute), aos versos, ao instrumental delícia (batidão, elementos sintéticos, umas guitarras e bateria dando ar da graça também), até a vibe fantástica e simplesmente fierce de Bring It Back. Sexy, poderosa e girlpower total, com certeza uma das minhas favoritas não só do álbum como de todas as músicas de Hyori.

Highlight (feat. Bizzy) continua nessa aura hip-hop com Bizzy abrindo nos vocais. Apesar de ser bem upbeat e felizinha, mas ao mesmo tempo madura e com um toquezinho ínfimo sexy (é uma coisa meio DNA da Hyori, né), achei meio sem gracinha. Até meio irritantezinha depois de um tempo. Quase cute. Nem sei. Passável.

Um mooonte de gente caiu matando em cima de 그네 (Swing) por diversos motivos. “É estranha!” “Que música chata!” “Fraca para comeback!”. Mas, em primeiro lugar, Swing foi só para chocar mesmo, não é o single. Segundo, Swing segue a linha trot, dramatícíssima, instrumental a la Tarantino, tristérrimo — tudo no superlativo. Achei lindíssima, diferente de tudo o que um cantor pop coreano está costumado a fazer, inovativa e um ótimo chamariz de comentários para o álbum. O instrumental Kill Bill-esco (?) me atraiu de primeira, preciso nem falar. Os trompetes/instrumentos de sopro, violão, percussão, harmonização melodramática, tudo. É ótima.

Scandal me deu uma lembrada da vibe de U-Go-Girl. Música de mulherzinha, uma coisa meio cute, coloridinha, upbeat. Não é ruim, mas me vi meio levemente irritada com a vozinha em nota alta eterna. Também, não vi nada de mais no instrumental, que segue a linha genérica. Não é ruim, mas não prestei muita atenção nela, não. Enxe-álbum, novamente. Confesso que a única parte que gostei bastante foi a da conversinha de telefone, haha.

100 Percent volta para uma linha mais sexy. O instrumental é esquisitíssimo, bem simplório e sintético, com seus “boing boing” ou sei lá como reproduzir aqueles barulhinhos quase videogamísticos. Bem, beeem hip-hop com um toque de dance, é poderosa sem se exarcebar. Gostei bastante, apesar de achar estranha. É um estranho bom? Nem sei. Me vi gostando de 100 Percente sem saber o porquê.

Want Me Back é bem R&B, com uma aura de melancolia leve e heartbreak. É muito boa, mesmo, mesmo. O instrumental é feito daqueles arranjos R&B sintéticos já muito conhecidos, com um toque club nas batidas. Tem um ar meio Rihanna/Beyoncé/R&B-americano nela que me chamou atenção — gostei, aliás. Acho que lentamente está se tornando uma das favoritas do álbum.

Seguindo essa linha mais R&B, temos a fofíssima How Did We Get — featuring de Daesung, do Big Bang. Tudo nessa música é um amorzinho: os versos, os arranjos R&B levinhos e fluidos, os refrões em dueto e o verso de Daesung. Os “dabarabarantutu oh~” — vocês entenderam — no instrumental é tão amor, nem sei explicar porque. Tudo é tão romântico e fofo, com um toque nostálgico… eu amei. Amei do começo ao fim. Uma das favoritíssimas do álbum, acho.

So Cold tem uma aura meio misteriosa e batidas pesadas do hip-hop liderando os arranjos. Com essa vibe mais dark, sexy, ela flui super bem através de seus 2 minutos e 34 segundos. Se eu tivesse que comparar com alguma música do momento, diria que So Cold me lembra vagamente uma versão bem mais madura de Run Devil Run, em sua essência. É envolvente, sexy, levemente dark e misteriosa sem deixar de ser fierce. Gostei!

Get 2 Know (feat. Double K) é fofíssima eternamente. No patamar de How Did We Get. Amor de instrumental com piano e xilofone complementado pelas batidas do hip-hop, Get 2 Know é uma graça. Upbeat, cute, romanticazinha, não é uma super inovação em termos musicais, mas é tão fofa que perdoei. O rap dá uma complementada super legal e um ar bem americanizado para faixa. Adorável, com corações e estrelinhas. E bem cor-de-rosa chiclete.

E fechando temos Memory (feat. Bizzy), que começa com um coro de meninas (?) cantando o refrão da música que estamos prestes a ouvir. Melancólica, quase triste, temos a voz de Hyori só com um piano nos primeiros segundos — que depois ganham complemento de violinos, um violão e uma percussão fantástica. A melodia nostálgica envolve tudo e os vocais de Hyori estão, para minha alegria, impecáveis ao passar a emoção certa para deixar Memory perfeita. O coro se junta à Hyori no refrão dando um ar ainda mais heartbreak. Memory é perfeitíssima. Eu nem consigo descrever. É linda. É triste. É nostálgica. Me arrepiei enquanto ouvia. Fechou o álbum com chave-de-ouro.

É interessante como H-Logic tem uma, bom, lógica. As músicas se encaixam e se completam, fluem muito bem juntas. Nada foi jogado — tudo foi muito bem pensado, muito bem produzido e muito bem finalizado. Nem todas as faixas são boas — mas elas fecham tão bem com o álbum no geral, que isso é quase relevante. Elas estão ali por uma razão. H-Logic é um dos melhores, se não o melhor, álbum de Hyori até hoje. O tempo que ela levou pra produzir se traduziu fantasticamente em um álbum maduro, com um ar internacional nas suas faixas cheias de hip-hop e R&B, ao mesmo tempo tendo um quê muito próprio de Hyori.

9 + 9 + 10 + 7,5 + 10 + 7,5 + 9 + 7 + 8,5 + 9,5 + 10 + 9 + 9,5 + 10 = 125,5 / 14 = 9 (8,96)