Finalmente mais um álbum completo vindo das meninas do KARA, o primeiro com a nova formação. ‘Revolution’ está recebendo bastante atenção da mídia enquanto as meninas promovem ‘Wanna’.

O álbum abre com 미스터 (Mister) que com certeza é bem diferente do que elas já haviam tentado antes. Com um instrumental sintético e puxado para o eletronicozinho (apesar de se ouvir umas castanholas perdidas aqui e ali), não é uma faixa ruim, mas também não chama tanta atenção assim. Gostei bastante do final, com os adlibs e Nicole fechando a faixa.

Wanna é a faixa que está sendo promovida no momento. Tive que ouvir algumas vezes para me acostumar com a música, mas ainda me passa um feeling muito… videogame? Se fosse em japonês, daria um OP para um daqueles animes de robô. Acho a faixa bem melhor que Pretty Girl e Honey, que nunca consegui gostar realmente, mas ainda assim não me agrada tanto. Tudo é meio genérico, do instrumental até a repetição constante de frases aleatórias em inglês (aliás, Pretty Girl e Honey também seguiam esse conceito de repetição).

마법 (Magic) é uma baladinha docinha upbeat que dá um espaço para os vocais das meninas. Gostei bastante do instrumental, principalmente durante o refrão. Não é uma musica completamente triste, tem um certo lado romântico de menina apaixonada. O rap traz algo diferente para a faixa, o que é ótimo. É aquela música para passar um dia chuvoso com o namorado.

몰래몰래 (Secretly, Secretly) continua com esse lado romântico, com um instrumental puxado para o acústico sintético com violões e batidas que complementam ao fundo. Gosto bem mais dessa faixa, do que Wanna. Não é tão forte para ser uma faixa single, acho, mas ela não é tão genérica quanto Wanna. É doce, levinha, bem de menina – o que, para mim, significa KARA. Tem quase o mesmo feeling do primeiro álbum delas. E, apesar de eu não ser fã de coisas fofinhas, adorei.

Let It Go mostra o lado crescidinho de KARA. É sexy e mais madura do que as anteriores. O instrumental tem batidas fortes (e ouço castanholas de novo ou estou ouvindo coisas?) e puxadas para o dance. Gosto bastante do pseudo-rap e do break logo depois. Sinceramente, é bem melhor que Wanna. E essa sim traz alguma ‘revolução’ para o grupo. Se fosse a faixa single, com certeza eu estaria acompanhando mais o grupo. Uma das melhores do álbum, com certeza.

Take A Bow quase me lembra algo que o ABBA faria – ou, pelo menos, o A-Teens. Principalmente o começo e o refrão. É bem verão, divertida de ouvir, e traz de volta aquele lado fofo da KARA também, mas não com tanto exagero. Esse fofinho é bom. Gostei.

Adoro o inglês da Nicole no começo de AHA, mas não curti muito o ‘lalala’ depois do primeiro verso. No geral, não é uma música que me agrada muito. Me passa uma sensação meio infantil demais, principalmente pelo o fato de que as vozes delas são super fininhas e extra-fofas. Mas acredito que esse seja o ‘charme’ da música, também. O instrumental é bem genérico, mas acho que, em parte, ele fecha bem com a música. No geral, não é uma música que eu ouviria por vontade própria, mas também não é uma música que eu quero correr para passar. Se é que dá para entender.

E, fechando o álbum, temos Same Heart. Outra dose de glicose, mas me vi gostando dessa música. Acho que o instrumental diferente contribui para isso (uma das coisas que mais gostei, aliás). Também tem aquela coisa bem verão e você meio que se balança na cadeira (ou pelo menos o pé) involuntariamente. É uma ótima música e um ótimo jeito de encerrar um álbum – com uma música bem upbeat e alegre, diferente da maioria que prefere encerrar com as baladas doloridas.

‘Revolution’ ainda está muito doce para o meu gosto, ainda não é uma revolução completa do KARA – mas isso não é necessariamente uma coisa ruim. KARA mantém seu lado fofo de meninas através das faixas e, com certeza, quem já era fã antes vai gostar bastante desse álbum. Eu ainda sou fã incondicional do primeiro álbum delas, mas ‘Revolution’ não deixa de ser um bom álbum – não ‘desgostei’ completamente de nenhuma faixa. Gostaria de ter ouvido mais variedade de estilos, mas ainda há espaço para o KARA crescer musicalmente e como grupo e, com certeza, depois desse álbum isso certamente vai acontecer.

7,5 + 7,0 + 8,5 + 9,5 + 9,0 + 7,0 + 7,0 = 55,5 / 7 = 7,9