G-Dragon faz seu primeiro vôo solo com o álbum ‘Heartbreaker’, que já está se provando um sucesso imediato — com acusação de plágio ou não (ou talvez por causa de tantas acusações, vai saber). O álbum ainda conta com a participação de vários membros da YG Family, para os YG-lovers ficarem felizes.

O álbum abre com 소년이여 (A Boy), que lembra bastante as músicas do Big Bang – tirando o fato de que só tem G-Dragon cantando, óbvio. Tem toques de hip-hop, jazz, batidinha sintética – de tudo um pouco. Gosto bastante do verso antes do refrão (e o último minuto, também), mas confesso que a voz do moço meio que me irrita um pouco no refrão em si. Achei que estava ouvindo aquelas óperas chinesas e não G-Dragon. Fora isso, a música é boa. Tem um feeling meio nostálgico com os ‘remember back in the days’. Boa, mas também não é a melhor música que já ouvi.

Right Round, digo Heartbreaker – brincadeirinha, gente. Heartbreaker é a música single do álbum e também lembra as várias músicas hip-hop-encontra-tuntz-tuntz do Big Bang, mas acho que isso vai acontecer sempre, então vou tentar ignorar daqui para frente (aposto que vou esquecer que era para ignorar). Graças a algum ser inteligente, a voz de ópera foi embora (para não voltar, espero) — contudo, porém, no entanto, todavia o auto-tune foi SUPER usado. Sei que G-Dragon não deve ser a pessoa mais skilled para o canto, mas o auto-tune em excesso deixou a faixa mais parecida com Right Round ainda. Fora tudo isso e com pouco esforço (pouquíssimo), gostei da música bastante. Não adianta, o maldito you’re my heart, heart, heart, heart, heartbreaker pega e muito.

Se Breathe foi acusada de plágio, nem sei, mas sei que adorei a vibe dela. A batidinha com toques meio anos 80-90 e o refrão repetitivo super pegam – é uma música super fácil de gostar. Apesar de ela seguir a mesma fórmula de cabo a rabo, não enjoei (ainda, pelo menos). Não sei se só eu que sinto isso, mas ela também tem um feel sexy lá no fundo – mas ainda não li a letra para comprovar tal sensação. Contudo, apesar dela ser ‘facilmente gostável’, ela é bem genérica, mais para ‘encher espaço’ no álbum do que para abalar estruturas musicais, acredito. Não deixa de ser uma das minhas favoritas por isso.

O VIOLÃO NO COMEÇO DE BUTTERFLY É AMOR. Em super caps, gente. Aliás, essa música é facilmente uma das preferidas do álbum inteiro. O violão, os vocais sem auto-tune e muito bons do G-Dragon, esse feel romântico conciliado com os vocais suaves de Jin Jung. Amei tudo. Podia ouvir para sempre, tranquilamente.

O que me ajudou a gostar bastante de Hello (feat. 다라) foi a participação da Dara, do 2NE1. Fora isso, a música é tipo A Boy para mim – boa, mas não tudo isso. A única coisa que consegui lembrar depois de ouvir foram os ‘hello’ e do verso da Dara. Isso não é bias, gente, é que a faixa realmente não me atrai, não. Para encher espaço no álbum, também.

Eu adorei Gossip Man (feat. 김건모) principalmente pelo o fato de que G-Dragon para de tentar cantar e volta para o rap, que é o que ele faz melhor e que eu gosto mais de ouvir também. AMO, em caps, o “xo, Gossip Man” e o verso que o Kim Gun Mo canta (bem como os refrões). A voz dele tem uma propriedade super única e fecha super bem com os raps do G-Dragon – não brigam, mas se completam. Faixa preferida do álbum!

Korean Dream (feat. 태양) tem aquela coisa bem típica “Big Bang”, mas acabei me apaixonando por ela. Como em Gossip Man, GD fica só nos raps e por mim podia ficar assim para sempre. Taeyang complementa os vocais dessa vez e, claro, isso deixa a música com mais cara de música típica do Big Bang ainda. Mas isso não me importou muito, acabei adorando a faixa mesmo. É como G Sparrow diz: you hate it but you love it. Não tem como não gostar, gente.

Uma palavra para definir The Leaders (feat. Teddy, CL) é “poderosa”. Ou, como Tyra Banks diria: fierce. A batida me lembra bastante Wait (The Whisper Song), do Ying Yang Twins e eu simplesmente amei. Os três separados já têm uma super presença – juntos, então, fazem da música completamente perfeita e super badass, bem no estilo YG. Aliás, essa faixa não podia ter mais cara de YG. Perfeição do começo ao fim.

She’s Gone (feat. Kush) tem um toque de rock com uma batidinha hip-hop/eletrônica aqui e ali – e super dá certo. Adorei muito a participação de Kush, a voz dele é tipo a do Kim Gun Mo – tem uma propriedade que difere bastante da mesmice e me faz gostar mais da faixa. Os raps de GD tem uma mega confiança e são ‘agressivos’, bem como o refrão com Kush, Isso passa para a música bastante atitude, que você quase sente nos raps. Amo muito o final. Também uma das preferidas do álbum – não segue aquela fórmula ‘normal’. É única, inovativa e muito boa.

O álbum fecha (meio mal) com 1년 정거장 (10 Station 1 Year). A faixa tem uma batidinha feliz e upbeat que não me comprou. Achei bem fofinha e tal, mas dispensável. Depois de dois minutos já cansei dela. Uma pena, achei bastante fraquinha comparada com a outras. Muito genérica e sem nada de único que me fizesse prestar atenção na música.

G-Dragon tem uma pá de talento e um pouco mais; apesar de eu achar que ele ainda não é o gênio que o povo faz ele parecer ser – afinal, a maioria das músicas apresentam as mesmas fórmulas de outras músicas (e aqui digo estilo ‘Big Bang’, não plágio de Flo Rida, okay) e, tirando She’s Gone (que é mais atrevida), não saem muito do campo ‘seguro’ da batidinha eletrônica acompanhada com raps cheio de auto-tune. Isso não quer dizer, de jeito nenhum, que não gostei do álbum. G-Dragon prova que é multi-talentoso e que um dia vai produzir músicas que vão abalar as estruturas da vida. Por enquanto, ele abala as estruturas de 2009 com um álbum realmente muito bom, cabelos a la Leona e roupas de gosto duvidoso. Como não amar? ♥

7,7 + 8,5 + 9,4 + 10 + 7 + 10 + 9 + 9,5 + 10 + 6 = 87,1 / 10 = 8,7