OLD SCHOOL SPECIAL! Artistas e álbuns que merecem ter uma review apesar de já terem sido lançados há algum tempinho passam por aqui! Para pedir uma review, é só ir lá no fórum :)
Carinhosamente chamados de Deuses, o DBSK com certeza é a maior boyband made in Korea atualmente. Com uma fanbase enorme, álbuns de sucesso e uma carreira japonesa que só melhora a cada dia, não há como negar que eles são os melhores naquilo que fazem — e quem nega, pff, invejinha! Bricadeirinha, brincadeirinha. MIROTIC foi lançado dia 26 de Setembro de 2008 depois de muitos teasers provocantes e de um alvoroço ENORME — os cinco deuses estavam há quase 2 anos sem lançar um álbum coreano. Exisitia uma enorme expectativa para MIROTIC, mas eles não decepcionaram, não.
주문 (MIROTIC), faixa single e que deu nome ao álbum, abre o mesmo — com grandiosidade. A batida invertida é completamente viciante e, depois de poucos segundos, você já está preso na música, incapaz de sair; exatamente como na letra de MIROTIC. Se antes o DBSK usava faixas com letras que instigavam justiça, como “O”-正.反.合. e Tri-Angle, eles resolveram instigar outras coisas desta vez. Tudo em MIROTIC tem sex-appeal, do nome à letra, da batida aos refrões, eles realmente tem os fãs under their skin. Com um refrão repetitivo, versos contagiantes e uma bridge final agressiva, a faixa é revestida de tentação e, bom, é difícil resistir. Ouvir MIROTIC é ser controlado facilmente pelos feitiços do DBSK e só concordar com veemência enquanto eles cantam you want me, you’ve fallen for me, you’re crazy over me, you’re my slave. Não tem como fugir.
Wrong Number tem uma melodia sensual, com um toque meio dark, misterioso. A batida complementa a melodia, seguido pelos vocais com um leve toque de irritação à voz — o bastante apenas para ser notado e dar o toque final necessário. É uma música extremamente masculina, de alguém que está de saco cheio de sua parceira (ou seria das fãs?) obsessiva, idéia que é transmitida através do refrão; você ligou para o número errado, então não me ligue mais. Wrong Number também trás a primeira vez de Jaejoong nos raps — e, bom, vou confessar: eu ri quando ouvi. E depois ri de novo quando eles promoveram Wrong Number. Mas, para ser sincera, apesar de ser meio engraçado, Jaejoong não faz tão feio assim. O rap — que tem uma introdução fantástica com Junsu e Changmin nos vocais — tem um apelo diferente, mais suave do que os raps de Yunho e Yoochun, mais… Jaejoong. Complementa muito bem o rap experiente de Yunho que se segue, que por sua vez é seguido por mais uns refrões e ótimos ad-libs, que terminam com Junsu. Simplesmente amo o encerramento da música, com os sons de telefone.
노을..바라보다 (Picture Of You) é uma das minhas preferidas do álbum, sem esforço. Os arranjos são fantásticos; suaves, profundos, ricos, perfeitos. Trazendo os vocais também perfeitos dos cinco, a música é revestida de emoção — gosto principalmente do I love you, the foolish you, do Changmin no comecinho. Obviamente, o refrão traz a harmonia dos cinco em perfeição, suas vozes se completam de um jeito que ninguém mais consegue. Não é necessário saber o conteúdo da letra para sentir do que ela fala — isso já fica explícito nas vozes dos meninos, no instrumental, no todo da música. É com certeza uma das baladas mais bonitas deles, atualmente minha favorita e confesso que fiquei super boba quando vi o MV, que é tão lindo quanto a faixa. Não consigo falar dessa música sem transbordar fangirlism, então vou parar por aqui.
Reconheço, quase não ouço Crazy Love. É fofa e bonitinha, admito. Mas não tem muitos elementos que me atraem. A única parte que adoro é quando o instrumental sintéticozinho cessa e entra o piano e só as vozes dos meninos. No mais, acho a música meio bagunçada e all-over-the-place, sabe? Não sei muito bem a linha que segue, ouço uns auto-tune aqui e ali, piano, barulhinhos esquisitos, barulhinhos de videogame, refrão meio confuso (mas fofo com os baby my heart beats for you) — não sei necessariamente no que prestar atenção. Mas se você precisa de um boost de energia ou alguma coisa para alegrar teu dia: ouça Crazy Love bem alto pulando pelo quarto. Não tem como não melhorar depois disso ;)
Hey! (Don’t Bring Me Down) foi a primeira música que vazou do álbum e foi tipo amor à primeira ouvida. Amo tudo nessa música. Tudo é agressivo, forte, poderoso, viciante. A batida do grave é o principal elemento do instrumental, que nos faz querer mexer pelo menos alguma parte do corpo em ritmo com a música. Complementando o grave, os vocais provocantes e poderosos dos meninos enlaçam completamente quem ouve. Existe uma coisa de persistência na voz deles enquanto eles cantam hey, don’t bring me down — eles não vão se deixar serem tragados facilmente, vão lutar. Não é a “menina” que é o importante na letra (como quase sempre acontece), mas sim eles próprios: pare de me fazer parecer um homem sem importância só para atender às expectativas das pessoas, diz Jaejoong em um dos versos. É esse sentimento de querer ter importância que faz a música tão intensa e simplesmente viciante.
넌 나의 노래 (You’re My Melody) segue para amenizar depois de uma música forte como Hey! e é doce, suave e mega agradável de ouvir. Apesar de começar com um leve toque de melancolia, ela é na verdade quente e cheia de emoção. Tem uma melodia linda de piano complementada por uma percurssão levinha que não sobrepõe as vozes dos meninos. Mas o que eu mais gosto nessa música é a letra, vou admitir. You are my song, the soundtrack of my life, I’ll sing it again, you’re my song — não tem como não dar um sorrisinho bobo, né.
Demorei bastante para gostar de 무지개 (Rainbow), mas também não sou a maior fã. Geralmente passo se aparece no shuffle. Up-tempo, com um quê de jazz aqui e ali, é uma faixa cheia de elementos quentes e harmônicos, mas que infelizmente não me conquista 100%. Talvez 85%? Gosto bastante da introdução com Yoochun nos vocais e dos ad-libs sempre perfeitos do Junsu no final. Não é favorita, mas não deixa de ser ouvível.
Acho que 낙원 (Paradise) não é favorita de ninguém, mas eu adoro! Afinal, como não adorar uma música com toques leves de sitar aqui e ali — sabe, o instrumental árabe que lembra um violão mais metálico? O instrumental de Paradise é extremamente rico, mas suave, caloroso e agradável aos ouvidos. Junto com os vocais fantásticos dos cinco, que já tem essa característica envolvente “de fábrica”, faz da música — perdoe o trocadilho — perfeita para o paraíso. Imagine-se na beira de uma praia linda, ouvindo Paradise e as ondas, sentindo o calor do sol; perfeita combinação, não?
악녀 (Are You A Good Girl?) é igualmente viciante com suas batidas sintéticas e vibe tão sensual e misteriosa quanto uma mistura de MIROTIC e Wrong Number. Instrumental rápido, intenso e, não consigo deixar de notar um quê de música clássica bem lá no fundo (sabe, nos dãm-dãm-dãm-dãm) — mas pode ser só eu aloca mesmo haha. Ouvir Are You A Good Girl? é entrar em transe com a batida, com as vozes, com a mensagem passada pela música. Gosto principalmente do momento “return to love”, onde a batida pesada ameniza como uma introdução antes do rap agressivo que segue-se mais tarde. Tendo sido produzida pelo mesmo produtor de Rising Sun e O”-正.反.合., com certeza podia ter sido mais um single do álbum, pena que não foi.
Uma palavra para definir Flower Lady: encantadora. Sim, a música é um remake de uma música americana, mas isso não importa. O DBSK tem o poder de dar sua própria forma e característica para a música, o que faz dela única e irresistivelmente doce. Não demora muito (nada!) para conquistar o coração de alguém com o instrumental leve e upbeat, a harmonia dos cinco e a sensação feliz que ela passa. Comparar menina com flor é possivelmente a coisa mais clichê que existe nessa vida, mas mesmo assim — nas vozes, no jeito, na idéia por trás da música, tudo parece tão incrivelmente doce que não tem como não gostar.
Já 잊혀진 계절 (Forgotten Season) quebra essa aura de romantismo e alegria com seu instrumental dramático e melancólico, junto com a voz suave e cheia de emoção de Jaejoong, que está solo durante a faixa. É uma música pesada de tristeza e remorso, mas bonita e suave, ao mesmo tempo. Remake de Lee Yong, Forgotten Season foi um grande hit nos anos 80 lá na Coréia — e, apesar de não ter elementos para ser hit nos tempos modernos, o instrumental original ganhou um toque de modernidade: violinos, violões, piano e uma percurssão suave, que atenua a dor e heartbreak presente na melodia. Não sou a maior fã de baladas — principalmente as depressivas, tipo esta — mas não posso deixar de admitir que Forgotten Season tem uma beleza e melancolia envolvente.
Para encerrar, Love in the Ice segue com sua melodia também bastante nostálgica e melancólica; instrumental incrivelmente bem produzido e fantástico, que passa esse feeling de frio e solidão. Previamente lançada no Japão — e que não me conquistou nadinha — fiquei surpresa em contastar que me apaixonei pela versão coreana. Gosto dos pequenos detalhes adicionados à esta versão, como a nota alta de Yoochun e o falsetto em conjunto de Changmin, Junsu e Jaejoong. Existe tanta emoção em Love in the Ice que ouvi-la dói, tira o fôlego. Entra também para a lista das baladas mais bonitas já cantadas por eles — linda, mas extremamente triste. O clímax da música com certeza é o bridge com Junsu nos vocais principais complementado pelos ad-libs fantástico dos meninos, culminando com a nota alta perfeita de Yoochun. É hora de deixar para trás o passado, hora de seguir em frente, mas eu sempre vou guardar as lindas memórias que tivemos. Quer coisa mais deprê-linda que isso?
Esse review ficou EXTREMAMENTE gigante, mas um álbum como esse merece. MIROTIC é incrível do começo ao fim, não poderia deixar pouco. Para mim, o melhor álbum de 2008 e meu favorito da carreira deles — quem ainda não ouviu, saia debaixo dessa pedrinha linda e ouça. Não vai se arrepender ♥