Rookie battle! Entre Power do B.A.P, MAMA do EXO e Action do NU’EST, o último levou a melhor e ganha um review aqui no KBOX. Não esqueça de curtir a nossa página no Facebook e votar nas enquetes para as próximas reviews!
O NU’EST debutou mais cedo este ano e já assegurou uma fanbase bem grande com a ótima FACE, e rapidamente se tornou um dos melhores rookies de 2012. O primeiro mini-álbum – Action – tenta consagrar o grupo na cena K-POP enquanto também tenta mostrar um lado completamente novo do grupo. Vamos ver?
O mini abre com Not Over You, bem upbeat e verão, aquele tipo de faixa lançada nos álbuns que tem release perto do verão (um exemplo parecidinho seria 니가좋다, do Infinite e até DANCING IN THE RAIN, do mais novo recente lançamento do B.A.P). Not Over You não deixa de ser boa por causa disso – ao contrário, eu realmente acho a faixa bem boa! Os vocais estão bons e claros, o instrumental sintético (mas com uns acordes de guitarra dando uma força) não enjoa tanto assim e eu gosto bastante do bridge, quando a música dá uma paradinha. No mais, é fofa e não dói ouvir no repeat.
Action abre dramaticamente com um instrumental digno de vilões do cinema, instrumental esse que dá lugar à um ritmo eletrônico pesado e agressivo e os primeiros versos são basicamente um discurso pseudo-antitotalitário – vamos lá, meu filho, faça alguma coisa, não seja uma marionete, lute contra o sistema, revide, eles não controlam você! – e o fantástico de Action é que, apesar de ser obviamente puxada para o pop mainstream, ela consegue passar uma mensagem que vai além do oi, eu amo você, baby. Pontos positivos para boybands que conseguem lançar músicas ótimas e com uma mensagem interessante. Action tem uma melodia rápida, dramática e fluida que quase não é interrompida, a não ser pelo dubstep pesado aos 2:10 faixa adentro. Aliás, se eu tivesse que falar alguma coisa em desfavor à Action, seria o dubstep: desnecessário, poderia ter ficado só no MV e nas performances. Mas no mais, eu estou viciadíssima em Action. Muito bem, crianças, muito bem!
Já Sandy não desceu tão bem quanto as duas primeiras. Dedicada às fãs do grupo, Sandy é uma clássica música pirulito: tem um pacote coloridinho e gosto doce. Romântica e levinha, puxada para um pop eletrônico upbeat, tem um refrão que possivelmente vai grudar na sua cabeça e instrumental um pouco fraquinho, genérico. Nada de mais, nada de menos. Gosto do bridge com o piano, e o rap ficou bonitinho – mas sinceramente, é doce demais para mim. Há quem goste – há quem ame esse conceito de música para boybands, aliás – mas há um choque de estilos quando comparo Sandy com Action, por exemplo, e até mesmo FACE e I’m Sorry, do primeiro single.
E para encerrar o mini não podia faltar ela, a baladinha básica. Não vou mentir, fiquei um pouco #chatiada com a inclusão da balada, mais por estar esperando algo mais forte para terminar o primeiro mini, ou mais diferente (new establish style and tempo, não?). Happy Birthday deixa para trás os elementos eletrônicos e sintéticos da maioria das músicas do NU’EST para dar espaço à um instrumental simples de piano: basicamente um instrumental vitrine para as vozes dos meninos. Vozes estas que, sim, estão fantásticas. Gosto principalmente do tom da voz do Baekho, e dos adlibs e notas mais altas no final. É bonita, mas até certo ponto é chata e talvez não tenha sido uma boa pedida para fechar um mini. Muito igual a todo mundo, NU’EST.
No mais é um mini okay – duas faixas boas, duas nem tanto. Poderia ser melhor? Poderia. Mas os meninos ainda estão começando, então até nem me surpreendo que a Pledis resolveu pegar o caminho mais seguro. De qualquer jeito, a title track Action é incrível, e Not Over You também me agradou. Sandy e Happy Birthday poderia ter ficado de fillers para um álbum completo, então espero que o próximo lançamento seja mais consistente. A Pledis tem um ótimo grupo nas mãos e, felizmente, ela parece ter pego um caminho rápido para o topo com eles. Que continuem assim! ♥