O diretor executivo da SM Entertainment revelou que um dos objetivos da agência é agregar valor à sua empresa, não apenas através da produção de álbuns, mas distribuindo-os por toda a Ásia.
A empresa fará oficialmente o seu avanço na China, com a sua nova boyband EXO-M, onde grande parte dos membros são do país. E embora que a maioria dos artistas obtenha grande parte de seus lucros através do mercado japonês, a SM tem planos de se libertar desse “molde” e tentar ser bem sucedida na China, com o lançamento do EXO-M.
A MK News recentemente realizou uma entrevista com o representante da SM Entertainment, Kim Young Min, que disse: “Eu acho que pode-se dizer que nós construímos as condições do mercado, de modo que agora, estamos aptos a criar um formato de música que entrará no mercado asiático. Nosso objetivo este ano é dar início neste mercado, colaborando com empresas na China e no Japão. Estamos mantendo todas as nossas opções em aberto e revisando-as com cuidado.”
A SM está buscando aumentar os seus lucros por meio da distribuição musical, como o próprio afirmou: “Nós apenas distribuiremos músicas digitais, e não CD’s físicos. Haverá mais oportunidades para os negócios, após o lançamento de nossa biblioteca musical.”
Embora 90% dos lucros obtidos no exterior sejam exclusivamente de vendas no Japão, a SM Entertainment está trabalhando para mudar isso neste ano, com sua nova boyband. Como já se sabe, esse novo grupo terá duas divisões, o EXO-K e o EXO-M. Os integrantes do EXO-K serão em sua maioria coreanos, enquanto os do EXO-M, de ascendência chinesa. Esta é a primeira vez que a SM irá lançar um novo grupo na China. O que já fizeram anteriormente foi adicionar dois membros chineses ao Super Junior, criando então o Super Junior M, para promovê-lo no país.
Kim continuou: “A imagem da marca SM Entertainment tem crescido a um ponto onde somos reconhecidos o suficiente para liberar um grupo novato na China. O mercado chinês tem uma taxa elevada de rentabilidade para coisas como publicidade e gestão. Se as taxas de publicidade no Japão são de 100 dólares, seria de 120 a 130 dólares na Coréia, enquanto na China seria o valor mais alto, com cerca de 200 dólares. Com a China permitindo uma maior corrente de downloads, os lucros por meio da música digital serão cada vez mais crescentes.”
Kim ainda relatou que “Em comparação aos Estados Unidos e à Europa, a Ásia ainda é o melhor mercado e o que produz os resultados mais eficientes”, e é aí que a SM planeja trabalhar em diversos projetos paralelos. “O mercado dos Estados Unidos ainda é um pouco arriscado, e se fosse um mercado que houvesse produzido os melhores resultados em relação ao que investimos, nós teríamos saltado nele sem pensar duas vezes.”
Mas isso não significa que eles pretendem parar com as promoções nos Estados Unidos ou na Europa. Com o k-pop tornando-se uma tendência em ambos países, ou até mesmo apenas pretando atenção nas paradas do iTunes, qualquer um pode ver que a música coreana está cada vez mais popular. A SM tem planos para continuar a expandir no grupo demográfico americano e europeu, e distribuir músicas digitais no exterior para garantir mais lucro. “Cerca de 20% dos visitantes das nossas páginas no Facebook são estrangeiros”, disse ele, otimista sobre o crescimento futuro.
Os artistas da SM participarão inclusive de dramas e musicais. “Queremos mais dos nossos artistas para que estes foquem na atuação este ano”, acrescentou. Ele também acredita que a SM Entertainment terá um ano frutífero, avançando em novos territórios de negócios.
E para encerrar, disse: “Nós continuaremos a fazer negócios sem a necessidade de quaisquer empréstimos, e uma vez que os fundos já estão garantidos, vamos trabalhar para continuar a expandir a nossa empresa”.